Ideia
Robert Michels argumentou que a própria organização produz oligarquia: aqueles que constroem e dirigem uma organização ganham controle sobre ela, quaisquer que sejam seus ideais democráticos.
Teoria
Em Political Parties (1911), ele se baseou principalmente nos partidos socialistas de seu tempo. A Britannica observa que necessidades organizacionais, como a tomada rápida de decisões e a atividade em tempo integral, impulsionam essa tendência. A complexidade favorece líderes com especialização, tempo e controle da comunicação, enquanto os membros comuns se submetem.
Exemplos reais
Os casos do próprio Michels eram partidos socialistas e sindicatos. A tese hoje também é invocada nos debates sobre o poder de voto concentrado em grandes organizações de associados e em DAOs governadas por tokens.
Crítica
Lipset, Trow e Coleman (1956) estudaram a International Typographical Union, cuja competição bipartidária institucionalizada é citada como contraexemplo. O próprio Michels viu mais tarde o domínio das elites como inevitável e até desejável, e não se opôs ao fascismo.
Resultados
Um texto fundador da teoria das elites e da sociologia política. A maioria dos estudiosos a trata como uma tendência, cuja força depende do desenho organizacional, e não como uma lei.
Relacionados
Afirmações
Michels sustentava que partidos políticos e outras organizações de filiados tendem inevitavelmente à oligarquia, ao autoritarismo e à burocracia, por causa de necessidades organizacionais como a tomada rápida de decisões e a atuação em tempo integral.[1]
Union Democracy (1956), de Lipset, Trow e Coleman, estudou a International Typographical Union, cuja competição interna entre dois partidos é citada como contraexemplo à tese de Michels.[1]
Histórico de revisões
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