Um modelo de democracia no qual os cidadãos participam direta e continuamente das decisões que os afetam — no governo local, nos locais de trabalho e em outras instituições — em vez de apenas escolher representantes; associado sobretudo a Carole Pateman.
Em mais detalhe
Em Participation and Democratic Theory (1970), Pateman, inspirada por Rousseau, Mill e G. D. H. Cole, argumentou que a participação tem um efeito educativo e que é necessário democratizar estruturas de autoridade, como o local de trabalho, para criar uma sociedade democrática. Em trabalhos posteriores, distinguiu a democracia participativa, que altera a estrutura da autoridade, dos minipúblicos deliberativos consultivos, e apontou o orçamento participativo de Porto Alegre como um exemplo mais próximo. Críticos mencionam os custos em tempo, a participação desigual e as dificuldades de escala.